Mãe é presa após retirar filho à força de abrigo em Campo Grande

| Créditos: Divulgação


Uma mulher de 30 anos foi detida em Campo Grande após invadir um abrigo e levar à força o próprio filho, um bebê de 1 ano e 2 meses. O caso ocorreu neste domingo (28), horas após a ação, e reacende preocupações sobre o histórico da mãe com a criança.

Ação e Prisão

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), a suspeita arrombou o portão da instituição e fugiu em um veículo que a esperava do lado de fora, levando a criança consigo.

A localização da mulher e do bebê só ocorreu na noite do mesmo domingo, quando ela foi encontrada em um hospital, onde realizava exames médicos no menino. A médica plantonista que atendeu a criança informou que, clinicamente, o bebê não apresentava lesões recentes ou sinais de gripe, mas foram notados hematomas antigos.

A mãe foi algemada no local e encaminhada à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), onde foi registrado o caso. A criança foi colocada sob a guarda do Conselho Tutelar.

Antecedentes Preocupantes

O episódio não é o primeiro a envolver a mãe e o filho em situações de risco. No dia 6 de janeiro deste ano, ela havia sido presa em flagrante por um incidente extremamente grave: à época, ela ameaçou cortar o bebê — que tinha apenas cinco meses — e enviar os restos, via Correios, para o pai da criança, que reside em Salvador (BA).

Na ocasião, a Justiça concedeu liberdade provisória à mãe, mas determinou que a guarda da criança ficasse com a avó materna. Desde então, a criança estava em um abrigo.

Histórico e Investigação

A situação familiar já era monitorada por órgãos de proteção. Relatos indicam que a mãe sofre de transtornos psicológicos, incluindo episódios de alucinações e desconfiança até mesmo em relação aos próprios pais, com quem morava.

Durante a primeira ocorrência, a Polícia Militar encontrou a residência em desordem e constatou indícios de que a mulher enfrenta graves problemas psiquiátricos. Assistentes sociais e testemunhas confirmaram que ela havia recusado tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

A Polícia Civil investiga uma denúncia anterior de maus-tratos, já que o bebê chegou a apresentar vermelhidão e possíveis ferimentos, cuja origem não foi identificada. O novo incidente faz com que o caso volte a ser analisado pela Justiça, que deverá decidir o futuro da criança diante da reincidência de situações de risco.

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