Lula é orientado a deixar participação em debate para o 2º turno
- porCNN
- 29 de Setembro / 2026
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| Créditos: Foto: Ricardo Stuckert/PR
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já trabalha com o não comparecimento do petista no último debate televisivo antes do primeiro turno das eleições.
Nesta semana, a coordenação, que antes defendia a presença de Lula no confronto, passou a orientá-lo a só comparecer no segundo turno.
A avaliação de aliados é de que, neste momento, Lula tem mais a perder do que a ganhar com a exposição ao vivo. A estratégia é concentrar os próximos dias nas viagens pelo país, onde Lula busca reunir esforços nos estados para alavancar seus números e manter a base unida.
O cálculo da campanha, porém, apresenta uma mudança em relação à semana passada. Integrantes da campanha, entre eles dirigentes do PT, vinham tentando convencer Lula a participar do debate da TV Globo.
A CNN mostrou que a equipe chegou a deixar livres os dias 30 de setembro e 1º de outubro para uma eventual preparação do presidente.
Um dos argumentos usados, agora, por aliados é o formato do debate, já criticado antes pelo próprio presidente e que, segundo ele, privilegia a troca de acusações e a produção de cortes para as redes sociais em detrimento da discussão de propostas. A avaliação é de que Lula não teria a oportunidade de rivalizar diretamente com Flávio Bolsonaro (PL).
Nos bastidores, integrantes da campanha também admitem preocupação com o risco de um deslize do presidente ao vivo na reta final. A poucos dias da votação, aliados avaliam que uma frase mal colocada ou uma reação inadequada poderia ganhar uma dimensão desproporcional, justamente quando resta pouco tempo para a reagir.
Para os petistas, o cenário seria diferente em um eventual segundo turno. Com apenas Lula e Flávio frente a frente, a campanha considera que o debate permitiria comparar melhor as propostas, governos e trajetórias.
No último giro pelo país, antes do primeiro turno, Lula visitou o Pará, mas ainda fará visitas ao Ceará e à Bahia. Na quarta, o presidente focará no Sudeste, com agenda em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, os três maiores colégios eleitorais do país.
O PT considera a região especialmente importante para a busca dos últimos votos e para a mobilização contra a abstenção.






