Gerson Palermo é transferido para a Penitenciária Federal de Brasília após dois meses em Campo Grande

| Créditos: Reprodução/Felcn


A transferência ocorreu aproximadamente dois meses após sua chegada à capital sul-mato-grossense, sob coordenação de forças federais de segurança e logística mantida sob sigilo por razões operacionais.

Palermo havia desembarcado em Mato Grosso do Sul no final de maio, após ser localizado e detido na Bolívia por intermédio de uma cooperação policial internacional. Desde a sua chegada, o custodiado vinha cumprindo os protocolos do Sistema Penitenciário Federal, que incluem isolamento inicial e restrições rígidas de visitas e comunicação.

Histórico criminal e fuga

Apontado por órgãos de inteligência como uma das lideranças do narcotráfico com atuação na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, Palermo acumula condenações que somam cerca de 126 anos de reclusão. Entre os crimes registrados em sua ficha criminal estão o tráfico internacional de drogas, associação criminosa e assaltos a instituições financeiras.

Ele também responde pelo envolvimento no sequestro de um avião comercial ocorrido no ano de 2000, ocasião em que a quadrilha desviou a rota da aeronave para efetuar o roubo de valores transportados no compartimento de carga.

Antes da prisão em solo boliviano, o detento permaneceu foragido por seis anos. Em abril de 2020, ele havia obtido o benefício do cumprimento de pena em regime domiciliar com monitoramento eletrônico, contudo rompeu o equipamento poucas horas após deixar a unidade prisional e permaneceu com paradeiro desconhecido até ser localizado pelas autoridades no país vizinho.

Sistema Penitenciário Federal

Com a transferência para o Distrito Federal, o custodiado permanece inserido na rede de presídios federais de segurança máxima. O regime prevê celas individuais, banho de sol controlado, restrição de contato físico em visitas e monitoramento contínuo por agentes penitenciários federais.

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