Lewandowski confirma consultoria ao Banco Master

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski confirmou ter prestado serviços de consultoria jurídica ao Banco Master após deixar a Corte, em abril de 2023. Em nota enviada à imprensa, ele afirmou que a atuação ocorreu de forma regular no período em que retomou as atividades de advocacia e que foi encerrada assim que recebeu o convite para integrar o primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com a assessoria do ex-ministro, Lewandowski passou a atuar como advogado depois de se aposentar do STF, prestando consultoria jurídica a diversos clientes, entre eles o Banco Master. Ainda segundo a nota, ao assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, ele se desligou do escritório de advocacia e suspendeu o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em qualquer processo ou consultoria.

A manifestação foi divulgada após reportagem do site Metrópoles afirmar que o contrato entre o escritório de Lewandowski e o Banco Master teria continuado mesmo após a posse do ex-ministro no comando da Justiça. Segundo a publicação, o acordo previa pagamento mensal de R$ 250 mil, totalizando cerca de R$ 5 milhões ao longo do período, e teria permanecido ativo por quase dois anos depois da entrada dele no governo federal.

A coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, também informou que a contratação de Lewandowski pelo Banco Master teria ocorrido a pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Procurado, Wagner confirmou ter indicado o ex-ministro para a consultoria, mas negou ter feito o mesmo em relação ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que também teria sido citado como indicado para atuar no banco.

Lewandowski, por sua vez, reafirma que qualquer vínculo profissional com o Banco Master foi encerrado antes de assumir o cargo de ministro e sustenta que não houve atuação simultânea entre a função pública e a prestação de serviços privados.

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