Laudo revela que servidora estava viva quando foi abandonada em valeta
- porRedação
- 11 de Agosto / 2025
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O laudo pericial sobre a morte de Raquel Perciliano, 59 anos, servidora pública encontrada em uma valeta em Terenos, a 31 km de Campo Grande, indica que a vítima apresentava ferimentos enquanto ainda estava viva. Entre as lesões, foram constatados um inchaço na testa e uma mancha roxa próxima ao olho esquerdo.
Durante o exame interno da cabeça, peritos identificaram acúmulo de sangue, sem fraturas ósseas. O coração foi encaminhado para análise complementar. Apesar do exame detalhado, a causa da morte não foi determinada, e novos testes, como análises de sangue e exames anatomopatológicos, foram solicitados.
O principal suspeito, Antônio Cipriano da Silva, que admitiu ter abandonado o corpo no local, refez o trajeto com a Polícia Civil após se apresentar em Campo Grande. Segundo o delegado Mateus Crovador, será feita uma quesitação complementar para verificar se o abandono no local contribuiu para a morte, fator que pode influenciar a classificação jurídica do caso.
Antônio alegou que havia marcado um encontro com a vítima na tarde de 26 de julho, em uma área afastada. Ele afirma que Raquel passou mal durante o retorno à cidade e morreu no carro. Diante disso, teria deixado o corpo na valeta e procurado o irmão, que acionou um advogado para informar a polícia. O intervalo entre a morte e a comunicação às autoridades foi de cerca de cinco horas.
O caso é investigado como ocultação de cadáver e omissão de socorro, sem descartar a hipótese de feminicídio.






