Justiça suspende demissões das Casas Bahia e restringe novos cortes na empresa

| Créditos: Reuters


O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região suspendeu provisoriamente, na terça-feira (18), as demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana passada e restringiu novos cortes sem intermediação de entidades sindicais. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a decisão.

A companhia protocolou, no domingo (16), um pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 17,3 bilhões.

Em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o Grupo afirmou que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

No processo, a CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) afirmou que a empresa fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários entre 13 e 14 de agosto, sem intervenção sindical prévia.

A decisão, assinada pela juíza Katarina Mousinho de Matos, determinou que a empresa tem cinco dias a partir da intimação para restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores atingidos.

Segundo o documento, a medida não implica reabertura das lojas encerradas nem retorno físico automático aos antigos postos de trabalho.

Caso não cumpra a decisão, a Casas Bahia poderá ser multada em R$ 500 por dia por trabalhador atingido.

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