Justiça marca para setembro interrogatório de réus em processo sobre fraudes no Detran-MS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul marcou para 17 de setembro, em Campo Grande, o interrogatório de dois réus acusados de envolvimento em um esquema de fraudes relacionado ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS).

A audiência será realizada pela 3ª Vara Criminal de Competência Residual e deverá ouvir o despachante David Cloky Hoffaman Chita e a ex-servidora comissionada Yasmin Osório Cabral, que atuava na Corregedoria do órgão.

Os depoimentos estavam previstos para uma audiência realizada em julho, mas foram adiados após a ausência de uma testemunha. Com a nova data, os acusados deverão apresentar suas versões sobre as acusações que integram a ação penal.

Segundo as investigações, David é apontado como responsável por intermediar a liberação irregular de documentos de veículos que possuíam restrições. Já Yasmin é acusada de realizar baixas indevidas em registros de caminhões, mediante o recebimento de vantagens.

A investigação policial aponta que a ex-servidora teria recebido pagamentos em dinheiro e por Pix, além de bens como um celular de alto valor, joias, televisão e aparelho de ar-condicionado. As acusações ainda serão analisadas no curso do processo, não havendo condenação definitiva dos réus.

Os dois chegaram a ser presos durante a tramitação do caso. Yasmin permaneceu algum período sob monitoramento eletrônico após ser colocada em liberdade. David, que chegou a ficar foragido, também foi preso posteriormente e atualmente utiliza tornozeleira eletrônica.

Outros processos

David Chita também responde a outros processos relacionados a supostas irregularidades no Detran-MS. Em uma dessas ações, a investigação trata de alterações fraudulentas na documentação de semirreboques para possibilitar a inclusão de um quarto eixo.

O despachante chegou a manifestar interesse em colaborar com as investigações, afirmando possuir informações sobre um grupo que envolveria servidores públicos, empresários e outras pessoas. A tentativa de acordo de colaboração, porém, não avançou.

As acusações e declarações apresentadas pelos envolvidos permanecem sob análise judicial, e eventuais responsabilidades serão definidas somente após o encerramento do processo e das demais etapas previstas pela Justiça.

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