Justiça marca para maio julgamento de ex-procurador em caso de suposta propina
- porRedação
- 09 de Abril / 2026
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O Poder Judiciário agendou para o mês de maio o julgamento do ex-procurador jurídico da Câmara Municipal de Campo Grande, André Luiz Scaff. A ação é fundamentada em denúncias de improbidade administrativa e corrupção, envolvendo o suposto recebimento de R$ 10 milhões em vantagens indevidas.
De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), o montante teria sido repassado por empresários em troca de facilidades em contratos públicos com a administração municipal. As investigações, conduzidas originalmente pelo Gaeco na "Operação Midas", apontam que o patrimônio acumulado pelo servidor seria incompatível com seus rendimentos oficiais no período investigado.
A definição da data ocorre após duas tentativas anteriores de realização da audiência que não prosperaram. No processo atual, além de Scaff, figura como réu um empresário do setor de engenharia. Outros nomes inicialmente citados na denúncia foram excluídos do processo por decisões judiciais de instâncias superiores ao longo da tramitação.
A defesa do ex-procurador tem reiterado a tese de inocência, sustentando que não existem provas materiais que liguem o cliente a atos de ordenação de despesas ou favorecimento ilícito, argumentando ainda que as acusações carecem de substância técnica.
O julgamento, que será realizado na 1ª Vara de Direitos Difusos, Individuais Homogêneos e Coletivos, deve analisar depoimentos e provas documentais para determinar a responsabilidade dos envolvidos no suposto esquema.






