Justiça mantém tornozeleira eletrônica de vereador e empresários investigados em esquema de corrupção

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O desembargador Jairo Roberto Quadros, da Seção Especial Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, decidiu manter por mais 90 dias o monitoramento eletrônico do vereador de Terenos, Arnaldo Glaglau, e dos empresários Rogério Luiz Ribeiro e Rinaldo Córdoba de Oliveira. A medida segue válida até 20 de agosto.

Os três são investigados pelo Gaeco em apuração sobre suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos no município. O uso de tornozeleira eletrônica havia sido determinado em novembro do ano passado e vem sendo renovado periodicamente pela Justiça.

A investigação faz parte da Operação Velatus, que cumpriu dezenas de mandados de busca e prisão. Entre os alvos esteve o prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke, que chegou a ser preso e posteriormente obteve liberdade.

Segundo o Ministério Público, o grupo investigado teria atuado para fraudar licitações e direcionar contratos públicos a empresas ligadas ao esquema, com suspeitas de pagamento de propina e emissão irregular de documentos para acelerar pagamentos. Conforme as investigações, os contratos sob análise ultrapassam R$ 15 milhões.

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