Justiça mantém prisão preventiva de empresário investigado por contrabando em Campo Grande

| Créditos: Fotos: Acervo particular e Assessoria de Imprensa


A 5ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande manteve a prisão preventiva do empresário Brendon Alisson Medeiros Tavares, detido durante a Operação Iscariotes, realizada pela Polícia Federal em 18 de março. A decisão, proferida pelo juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, fundamenta-se no suposto papel estratégico desempenhado pelo investigado em uma organização dedicada ao contrabando de eletrônicos.

De acordo com as investigações, Brendon atuaria na liderança operacional do grupo, sendo responsável pela negociação com fornecedores no Paraguai, contratação de transportadores e gestão logística das mercadorias, que tinham como destino final o estado de Minas Gerais. O magistrado destacou indícios de que o empresário também participava diretamente do transporte dos ilícitos, atuando inclusive como "batedor" — responsável por monitorar a presença policial nas rotas.

A defesa solicitou a substituição da prisão por medidas cautelares, argumentando que o encerramento das atividades da empresa do investigado, situada no Camelódromo de Campo Grande, eliminaria o risco de novas infrações. Contudo, o juiz considerou que a estrutura do esquema transcende o estabelecimento comercial, possuindo capacidade de reorganização caso o suspeito fosse solto.

Outros pontos citados na decisão incluem:

Histórico familiar: O esquema seria compartilhado com o pai de Brendon, que já se encontra preso por outro processo.

Obstrução de provas: Durante as buscas, aparelhos celulares foram apagados remotamente, sugerindo tentativa de ocultar dados.

Cooptação de agentes: A investigação aponta o envolvimento de policiais civis e militares no suporte logístico à organização.

Enquanto a prisão de Brendon foi mantida, a Justiça concedeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança e uso de medidas cautelares a outros envolvidos, como o policial civil Edivaldo Quevedo da Fonseca. A defesa do empresário informou que pretende recorrer ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

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