Justiça mantém condenações da Operação Bloodworm por corrupção e facilitação de celulares em presídios
- porRedação
- 16 de Outubro / 2025
- Leitura: em 9 segundos

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve as condenações de dez réus investigados na Operação Bloodworm, que apurou a corrupção de advogados e policiais penais para permitir a entrada de celulares na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, em Campo Grande.
A investigação conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) revelou um esquema que possibilitava a comunicação ilícita entre detentos e comparsas fora do sistema prisional. As defesas alegaram nulidades e quebra da cadeia de custódia, mas os desembargadores consideraram as provas válidas, afirmando que os procedimentos de apreensão e perícia seguiram os trâmites legais.
Com a decisão, as penas impostas em primeira instância foram mantidas. Ao todo, a operação resultou em 73 condenações, totalizando 428 anos, 10 meses e 17 dias de prisão.
Deflagrada em maio de 2023, a Operação Bloodworm cumpriu 92 mandados de prisão preventiva e 38 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e em outros estados, como Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso. O objetivo era desarticular um grupo ligado a uma facção criminosa que atuava dentro e fora dos presídios, utilizando a estrutura prisional como base para o tráfico de drogas e armas.
O nome “Bloodworm”, que remete a um verme conhecido pela resistência, simboliza, segundo os investigadores, a persistência e a agressividade da organização criminosa desmantelada.






