Justiça mantém bloqueio de bens de presidente da Fiems em ação que apura desvios no Sesi


O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) negou recurso e manteve a indisponibilidade de bens de Sérgio Longen, presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems). A decisão ocorre no âmbito de uma ação de improbidade administrativa que investiga supostos desvios de recursos no Serviço Social da Indústria (Sesi).

A medida é um desdobramento da Operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um esquema de corrupção envolvendo contratos entre o Ministério do Turismo, entidades do Sistema S e empresas de fachada. Segundo as investigações, o grupo teria utilizado convênios para o desvio de verbas públicas por meio de serviços superfaturados ou não executados.

A defesa de Longen buscava a liberação dos ativos sob o argumento de ausência de provas de participação direta ou enriquecimento ilícito. No entanto, o colegiado entendeu que o bloqueio é necessário para garantir o eventual ressarcimento aos cofres públicos, caso as irregularidades sejam confirmadas ao final do processo.

O valor total do bloqueio imposto aos envolvidos na época da operação chegou a R$ 400 milhões. O processo segue em tramitação na Justiça Federal de Pernambuco, onde a investigação central foi originada.

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