Justiça mantém audiência de réus acusados de fraude milionária no Detran-MS

Segue o texto reescrito em formato de notícia jornalística, com linguagem mais redativa, organizada e sem menções promocionais ou chamadas externas:


 

A Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido de um dos réus investigados por envolvimento em um esquema de fraude milionária no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) que buscava adiar a audiência destinada à oitiva de testemunhas comuns à acusação e à defesa. Com a decisão, está mantida a sessão marcada para o dia 30 de janeiro.

A juíza Eucélia Moreira Cassal destacou que não há previsão legal para a redesignação solicitada e ressaltou o prejuízo ao andamento do processo, que envolve réu preso. Segundo a magistrada, a manutenção da audiência atende ao princípio da celeridade processual.

Na sessão, serão ouvidas presencialmente testemunhas arroladas tanto pelo Ministério Público quanto pelos acusados. Além do despachante David Cloky Hoffaman Chita, respondem ao processo a ex-servidora comissionada da Corregedoria do Detran-MS, Yasmin Osório Cabral, e o despachante Edilson Cunha Nogueira.

As investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) apontam que o esquema possibilitou a liberação irregular de documentos de ao menos 29 veículos com restrições administrativas. Conforme apurado, Yasmin recebia vantagens indevidas para realizar, de forma clandestina, a baixa de restrições sobre caminhões, em atuação conjunta com o despachante David Chita.

Relatórios policiais indicam que os pagamentos ocorreram por meio de dinheiro, transferências via Pix e entrega de bens de alto valor, como aparelhos eletrônicos, joias e um telefone celular de última geração. Yasmin chegou a ser presa durante a investigação, mas obteve liberdade provisória após comprovar gravidez. Atualmente, cumpre prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico, e foi exonerada do cargo no Detran-MS.

David Chita já possui condenação anterior. No ano passado, ele foi sentenciado a seis anos de prisão, em regime semiaberto, por envolvimento em esquema de desvio de propina investigado na Operação Vostok.

Durante apurações paralelas, o despachante tentou firmar acordo de colaboração premiada, apontando suposta participação de agentes públicos e políticos em um esquema de corrupção no Detran-MS. As acusações chegaram a ser encaminhadas a instâncias superiores, mas foram arquivadas por ausência de elementos suficientes para o prosseguimento.

A Polícia Civil segue conduzindo inquéritos que apuram possíveis ramificações do esquema e novos envolvidos devem ser ouvidos nas próximas semanas.

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