Justiça mantém apreendidos dinheiro e equipamentos de investigados na Operação Buraco Sem Fim

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A Justiça decidiu manter apreendidos valores em dinheiro, celulares, computadores, HDs e outros materiais recolhidos durante a Operação Buraco Sem Fim, que apura suspeitas de irregularidades em contratos de tapa-buracos em Campo Grande. A decisão foi do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal da Capital, que considerou que os itens ainda podem ser importantes para o andamento das investigações.

Entre os investigados está o ex-secretário municipal de Obras e ex-diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fiorese, que teve negado o pedido para devolução de cerca de R$ 186 mil em dinheiro apreendidos. O magistrado também manteve a retenção de equipamentos eletrônicos por entender que ainda são necessários para perícias e diligências.

A decisão também envolve outros nomes investigados, como Mehdi Talayeh, ex-superintendente de Serviços Públicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), e Edivaldo Aquino Pereira, ex-gerente de Manutenção de Vias da pasta. Parte dos documentos e objetos pessoais foi liberada, mas aparelhos eletrônicos e valores permaneceram sob custódia judicial.

A investigação é conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com participação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e outros órgãos de apoio. A apuração aponta suspeitas de manipulação de medições, pagamentos indevidos e possíveis desvios em contratos de manutenção viária.

Os investigados negam envolvimento nas irregularidades e as defesas seguem buscando a restituição de bens e valores apreendidos.

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