Justiça determina proteção a testemunhas em investigação envolvendo Lalo Gomes e agentes da Senad
- porRedação
- 30 de Setembro / 2026
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O deputado paraguaio Lalo Gomez, acusado de proteger traficante | Créditos: Reprodução
A Justiça do Paraguai determinou medidas de proteção para duas testemunhas consideradas importantes em uma investigação que apura um suposto esquema de vazamento de informações da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) em benefício do grupo ligado ao ex-deputado paraguaio Eulalio “Lalo” Gomes, morto em agosto de 2024.
A decisão foi tomada pelo juiz de Garantias Osmar Legal, após o Ministério Público paraguaio apontar preocupação com a segurança dos dois servidores. Um deles é analista da Senad e o outro atua como assistente do Ministério Público.
Segundo a investigação, os depoimentos dos servidores podem ajudar a esclarecer como informações consideradas sensíveis sobre operações e procedimentos policiais teriam chegado ao grupo ligado ao ex-parlamentar.
O magistrado determinou que a Polícia Nacional do Paraguai adote medidas para preservar a integridade das testemunhas. Também autorizou a antecipação dos depoimentos, para que os relatos sejam formalizados perante a Justiça e possam ser utilizados posteriormente no processo.
A preocupação apresentada pelo Ministério Público é de que as testemunhas possam sofrer algum tipo de ataque antes da conclusão da investigação. Os dois já haviam prestado declarações aos investigadores, mas a antecipação busca garantir que os depoimentos tenham validade judicial.
Investigação envolve integrantes da Senad
As suspeitas surgiram a partir da análise de mensagens encontradas no telefone de Lalo Gomes. O ex-deputado morreu em 19 de agosto de 2024, durante uma operação da Polícia Nacional em sua residência, em Pedro Juan Caballero.
As conversas analisadas pelos investigadores apontaram possíveis contatos entre o ex-parlamentar, seu filho Alexandre Rodrigues Gomes e integrantes de órgãos públicos paraguaios.
No caso da Senad, estão presos Hugo Baptista, que ocupava o cargo de diretor-geral; Cristian Amarilla, então diretor de Inteligência; Aldo Pintos, coronel das Forças Especiais; e Alicia Vázquez, chefe do Departamento de Investigação contra o Crime Organizado.
Também está presa Lizany Solís Gomes, sobrinha de Lalo Gomes e ex-assistente do Ministério Público.
A defesa dos investigados contesta os indícios apresentados pelo Ministério Público e busca a substituição das prisões preventivas por medidas consideradas menos restritivas.
A investigação continua em andamento e deverá avançar com a coleta dos depoimentos protegidos e a análise das informações que possam esclarecer o eventual repasse de dados da Senad ao grupo ligado ao ex-deputado.






