Justiça determina indenização de R$ 15 mil após reconhecer violência obstétrica em maternidade da Capital

| Créditos: Maternidade Cândido Mariano


Uma maternidade de Campo Grande e um médico pediatra foram condenados pela Justiça ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais a uma mulher que relatou ter sofrido violência obstétrica durante o atendimento ao parto. A decisão reconheceu falhas na assistência prestada à paciente e entendeu que houve violação de direitos durante o período de internação.

Conforme o processo, a mulher afirmou ter enfrentado situações consideradas inadequadas durante o atendimento médico, o que resultou em sofrimento emocional e motivou a ação judicial. Após analisar os depoimentos e as provas apresentadas, o Judiciário concluiu que houve responsabilidade dos envolvidos pelos danos causados.

A sentença estabeleceu o pagamento de indenização no valor de R$ 15 mil à paciente, valor que deverá ser dividido entre a maternidade e o profissional de saúde condenados no caso. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recursos nas instâncias superiores.

A violência obstétrica engloba práticas que desrespeitam a autonomia, a dignidade e os direitos da gestante durante a gestação, parto ou pós-parto. Casos semelhantes têm sido alvo de ações judiciais e debates sobre a humanização da assistência materna em Mato Grosso do Sul.

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