Justiça determina afastamento de seis políticos por suspeita de repasses indevidos na área da saúde

Na 1ª coluna, da esquerda para direita: José Ademir Gabardo, Enelvo Iradi Felini Junior e Cleyton Martins Teixeira. Na 2ª linha, Adavilton Brandão, Izaque Diniz e Cledinaldo Cotócio. | Créditos: Reprodução


A Justiça determinou o afastamento cautelar, pelo prazo de 180 dias, de três vereadores e três ex-vereadores de Sidrolândia investigados no âmbito da Operação Dirty Pix, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos e pagamentos indevidos relacionados a contratos da área da saúde.

Entre os afastados estão os vereadores Adavilton Brandão, Cledinaldo Cotócio e Izaqueu Diniz, conhecido como Gabriel Autocar. Também foram atingidos pela decisão os ex-vereadores Enelvo Felini Junior, atualmente secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Clayton Martins, secretário de Agricultura, e Ademir Gabardo, que atua como assessor da Secretaria de Desenvolvimento.

A decisão judicial ocorre durante a segunda fase da Operação Dirty Pix, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A investigação apura um suposto esquema envolvendo recursos destinados ao Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

Segundo as investigações, os recursos públicos teriam sido desviados por meio de contratos envolvendo a aquisição de equipamentos e outros serviços para a unidade hospitalar. O montante sob investigação ultrapassa R$ 18 milhões nesta nova etapa das apurações.

A segunda fase da operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Foram presos o presidente do hospital, Jacob Meeuvis Breure, a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o assessor político Júlio César Alves da Silva.

A apuração aponta que parte dos valores destinados ao hospital teria sido movimentada por meio de transferências bancárias e pagamentos a agentes políticos, articuladores e intermediários. A investigação também analisa supostas irregularidades em recursos destinados à compra de equipamentos hospitalares, implantação de uma UTI móvel e obras de reforma.

Na primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025, foram identificados indícios de desvio de aproximadamente R$ 5,4 milhões destinados à compra de um aparelho de ressonância magnética e de uma autoclave.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e a destinação dos recursos. As pessoas citadas são investigadas e ainda terão direito à defesa e ao devido processo legal.

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