Justiça decreta prisão preventiva de cardiologista investigado por morte de esposa na capital
- porRedação
- 16 de Agosto / 2026
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| Créditos: Foto: Marcos Erminio/Midiamax
A Justiça determinou a prisão preventiva do cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, no âmbito das investigações que apuram a morte de sua companheira, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos. O mandado expedido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital altera o status judicial do investigado, que respondia ao processo sob monitoramento eletrônico.
O caso ocorreu no dia 18 de maio em uma chácara na região da Chácara dos Poderes. Inicialmente, o médico relatou que a vítima havia tirado a própria vida com um disparo na cabeça. No entanto, o avanço dos levantamentos conduzidos pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) apontou contradições no relato inicial, levando os investigadores a trabalharem com a hipótese de feminicídio.
Divergências na perícia e apuração de fraude
Conforme os autos da investigação, análises periciais preliminares indicaram que o ferimento constatado no corpo da vítima apresentava características incompatíveis com a dinâmica de autoextermínio narrada pelo médico.
Ademais, os levantamentos policiais registraram inconsistências entre os depoimentos do suspeito e de testemunhas ouvidas no inquérito, além de indícios de tentativa de alteração do local dos fatos. Segundo a apuração policial, funcionários do imóvel teriam sido orientados a remover um móvel contendo material bélico do local logo após o ocorrido.
Na ocasião dos primeiros atendimentos, o cardiologista chegou a ser preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e fraude processual. Após cinco dias de detenção, a defesa obteve a concessão de liberdade provisória condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica.
Posicionamento da defesa
Representado pelo advogado José Belga Trad, a defesa do cardiologista manifestou-se contra o novo mandado de prisão preventiva, classificando a medida cautelar como infundada. Os advogados reiteraram que o médico nega qualquer participação na morte da esposa e informaram que recorrerão da decisão judicial para reverter a prisão.






