Justiça dá sequência a processo sobre supostas fraudes no Detran-MS e ouvirá despachante investigado
- porRedação
- 18 de Junho / 2026
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| Créditos: Foto: Leonardo de França/ Midiamax
A Justiça de Mato Grosso do Sul dará continuidade à ação penal que investiga um suposto esquema de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), com a realização de novas oitivas envolvendo o despachante David Cloky Hoffaman Chita, apontado pelas investigações como um dos principais envolvidos no caso.
O processo também tem como réus a ex-servidora da Corregedoria do órgão, Yasmin Osório Cabral, e outros investigados. A ação apura a suposta liberação irregular de documentos de veículos com restrições administrativas, mediante pagamento de vantagens indevidas.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o grupo teria atuado na regularização clandestina de veículos e caminhões, com participação de servidores e despachantes. O Ministério Público sustenta que os envolvidos integravam um esquema de corrupção dentro do órgão estadual.
As apurações apontam ainda que a ex-servidora teria recebido dinheiro e bens de alto valor como contrapartida pelos serviços prestados ao grupo investigado. Ela foi afastada das funções públicas e responde ao processo em prisão domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica.
David Chita também ganhou notoriedade após afirmar que possuía informações sobre um suposto esquema mais amplo de corrupção envolvendo agentes públicos e políticos. As declarações chegaram a ser encaminhadas aos órgãos competentes, mas parte das denúncias foi posteriormente arquivada por falta de elementos suficientes para o prosseguimento das investigações.
A expectativa é que as novas audiências contribuam para o esclarecimento dos fatos e para o andamento da ação penal, que busca apurar a responsabilidade dos acusados e eventual participação de outros envolvidos no caso.
O processo segue em tramitação, e os investigados respondem às acusações com direito ao contraditório e à ampla defesa, cabendo à Justiça decidir sobre a responsabilidade de cada um após a análise das provas produzidas.






