Justiça concede prisão domiciliar humanitária a ex-diretor da Santa Casa de Campo Grande

| Créditos: Reprodção/Alems


A Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou que Rinaldo Hakme Romano, ex-diretor administrativo e financeiro da Santa Casa de Campo Grande, cumpra prisão domiciliar por razões humanitárias. Ele é um dos sete réus na Operação Antidotum, que apura suspeitas de desvios milionários de recursos da instituição.

A defesa pediu a revogação da prisão preventiva, mas o pedido foi negado. Como alternativa, o Judiciário autorizou a transferência para o regime domiciliar, considerando as condições de saúde do acusado e a necessidade de cuidados médicos.

A decisão determina que Rinaldo permaneça em casa, inclusive nos fins de semana e feriados, e utilize tornozeleira eletrônica pelo prazo inicial de 180 dias, sujeito a reavaliação judicial. Saídas somente serão permitidas com autorização da Justiça, exceto em situações de urgência médica devidamente justificadas.

O ex-diretor também está proibido de manter contato com os demais acusados, testemunhas e pessoas relacionadas aos contratos investigados. Outra restrição impede sua entrada nas dependências da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande e da operadora Santa Casa Saúde, incluindo os setores administrativos e financeiros.

Rinaldo não poderá deixar a comarca de Campo Grande sem autorização judicial, ressalvados os deslocamentos para tratamento médico, mediante comprovação. Ele deverá manter seus dados de contato atualizados e comparecer aos atos processuais quando intimado.

O descumprimento das condições poderá levar à revogação do benefício e ao retorno ao estabelecimento prisional.

Investigação apura suspeita de desvio de R$ 4,9 milhões

A Operação Antidotum foi deflagrada em 11 de setembro pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), vinculados ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

A investigação apura possíveis irregularidades em contratos da Santa Casa, incluindo serviços de digitalização de prontuários médicos. O prejuízo investigado nesse núcleo é estimado em aproximadamente R$ 4,9 milhões.

Além de Rinaldo Hakme Romano, respondem à ação penal Alir Terra Lima Nery, ex-presidente da instituição; Alessandro Dias Junqueira; Jary de Carvalho e Castro; Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa; Monique Gregório de Oliveira; e Maurício Aparecido Benites.

A concessão da prisão domiciliar não significa absolvição. O processo continua em andamento, e as suspeitas ainda serão examinadas pela Justiça.

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