Justiça bloqueia 14 veículos avaliados em R$ 2,5 milhões de empreiteiro investigado em MS

| Créditos: Divulgação


A Justiça determinou a restrição de 14 veículos pertencentes ao empreiteiro André Luiz dos Santos, conhecido como Patrola, em uma medida que alcança aproximadamente R$ 2,58 milhões em patrimônio. A decisão ocorre em meio a processos judiciais e às investigações que apuram possíveis irregularidades envolvendo contratos públicos em Mato Grosso do Sul.

Entre os veículos atingidos pela medida estão caminhonetes, caminhões e uma moto aquática. A relação apresentada pela defesa inclui duas Hilux e duas S10, além de outros veículos, com o jet ski avaliado em cerca de R$ 155 mil.

O bloqueio foi determinado pela 5ª Vara Cível de Campo Grande em uma ação movida por familiares de um motociclista que morreu após ser atingido por um caminhão pertencente à ALS Transportes, empresa ligada ao empreiteiro. O acidente aconteceu em dezembro de 2016, na MS-080, nas proximidades de Rio Negro.

Além dos 14 veículos registrados em nome de Patrola, a decisão alcançou outros veículos vinculados a empresas relacionadas ao grupo. Ao todo, 39 veículos foram incluídos nas restrições judiciais.

Também houve determinação para bloqueio de valores e ativos financeiros até o limite de R$ 1,063 milhão. Durante as consultas realizadas no sistema bancário, foram localizados pouco mais de R$ 1,8 mil em contas pessoais do empresário e aproximadamente R$ 92 mil em contas de pessoa jurídica.

Defesa questiona bloqueios

A defesa de Patrola recorreu da decisão e argumenta que houve excesso na indisponibilidade dos bens, considerando o valor discutido no processo. Os advogados pedem que as medidas sejam concentradas nas empresas envolvidas, alegando que o bloqueio sobre o patrimônio pessoal poderia comprometer as atividades do grupo empresarial.

O caso ganhou novos contornos após o empresário se tornar alvo da Operação Máquinas de Areia, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). A investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos relacionados à realização de obras e serviços para a Prefeitura de Três Lagoas.

Segundo as investigações, empresas ligadas ao grupo empresarial teriam sido utilizadas nas operações sob apuração. O Ministério Público aponta ainda possíveis vínculos societários ocultos e menciona indícios de confusão patrimonial entre empresas e o patrimônio do empreiteiro.

As apurações relacionadas aos contratos de locação de máquinas e serviços de cascalhamento em Três Lagoas estimam valores superiores a R$ 100 milhões nos contratos investigados. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam, por si só, condenação dos envolvidos.

A defesa de André Luiz dos Santos não havia apresentado manifestação sobre as novas acusações até a publicação das informações.

Compartilhe: