Impasse financeiro na Santa Casa persiste e anestesistas mantêm ameaça de paralisação

| Créditos: Foto: Reprodução/Sintesaude


A recente intervenção administrativa adotada para conter a crise na Santa Casa não foi suficiente para pacificar a situação da instituição. Profissionais da medicina anestésica mantêm a intenção de suspender ou reduzir as atividades no hospital, alertando que os atrasos nos repasses salariais e a falta de garantias de pagamento colocam em risco a assistência à população.

A permanência do impasse financeiro gera incertezas quanto à manutenção do quadro de especialistas na unidade. Sem a regularização dos débitos acumulados, o grupo responsável pelos procedimentos anestésicos estuda manter apenas o atendimento de emergência, interrompendo as escalas regulares. A eventual redução de equipe pode acarretar o cancelamento de cirurgias eletivas, o represamento de exames invasivos e a paralisação parcial do centro cirúrgico da Santa Casa.

Enquanto a gestão tenta negociar prazos e formas de quitação das pendências dos últimos meses, os médicos apontam que o desfalque financeiro afeta diretamente a rotina e a segurança dos atendimentos. O cenário evidencia o desafio de reestruturar as contas da Santa Casa e assegurar que os serviços de saúde essenciais não sejam interrompidos.

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