Justiça apura denúncia de compra de votos com esterco em eleição suplementar de Bandeirantes

Prefeitura de Bandeirantes | Créditos: Prefeitura de Bandeirantes


O juiz eleitoral Felipe Brígido Lage acatou um parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) e determinou a abertura de diligências para investigar denúncias de compra de votos na eleição suplementar de Bandeirantes. A ação foi movida pela coligação "Governo para Todos", que alega que o prefeito eleito, Celso Abrantes (PSD), teria oferecido esterco em troca de votos.

As Diligências

O juiz deferiu o pedido do MPE e ordenou:

A Polícia Civil ajudará a identificar e qualificar um homem chamado "Benedito", citado na denúncia por supostamente negociar a troca de esterco por votos.

Um ofício será enviado à empresa de Abrantes para verificar se a comercialização ou transporte de esterco faz parte de suas atividades regulares.

Uma perícia técnica analisará um áudio anexado ao processo, onde o prefeito eleito supostamente faria a proposta ilícita.

As Versões em Conflito

A defesa de Abrantes nega as acusações, afirmando que o áudio foi tirado de contexto e que as falas referiam-se a um histórico de apoio à agricultura familiar, com distribuição de insumos apenas após as eleições, para evitar suspeitas. A coligação acusadora, no entanto, sustenta que houve promessa de benefício em troca de voto.

MPE Defende Investigação Aprofundada

O promotor eleitoral Gustavo Bertocco destacou a gravidade do caso, que pode levar à cassação do diploma, e defendeu a necessidade de provas robustas para esclarecer os fatos. Além da perícia, o MPE pediu o depoimento de eleitores e vereadores envolvidos na divulgação do áudio.

A decisão judicial estabelece que, após as diligências, o caso retorne para análise e marcação de audiências. O processo pode impactar não só a posse de Abrantes, mas também a legitimidade do pleito em Bandeirantes.

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