Justiça analisa disputa sobre concessão da Rota da Celulose e empresas do consórcio são investigadas
- porRedação
- 08 de Junho / 2026
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| Créditos: Foto: Álvaro Rezende
A concessão da Rota da Celulose, que abrange trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, está no centro de uma disputa judicial em Mato Grosso do Sul. O caso envolve o processo que resultou na contratação do Consórcio Caminhos da Celulose para administrar o sistema rodoviário.
A controvérsia teve início após a desclassificação do Consórcio K&G, vencedor do leilão realizado na B3. O grupo questiona na Justiça os critérios adotados para sua exclusão do certame e a posterior contratação do segundo colocado. O recurso tramita no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul após uma tentativa de liminar já ter sido negada.
O Consórcio Caminhos da Celulose, responsável pelo contrato, reúne diversas empresas do setor de infraestrutura. Duas delas estão sob investigação ou sofreram sanções de órgãos federais. A Construtora Caiapó foi declarada inidônea e multada pela Controladoria-Geral da União em processo relacionado a irregularidades em obras públicas no Paraná. Já a Ética Construtora é investigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por suspeita de participação em esquema de cartel em licitações públicas.
Apesar das investigações, as medidas adotadas contra as empresas não afetam automaticamente a validade da concessão já firmada, segundo o entendimento aplicado ao contrato. O projeto da Rota da Celulose prevê investimentos bilionários em melhorias viárias, incluindo duplicações, terceiras faixas, acostamentos e dispositivos de segurança em cerca de 870 quilômetros de rodovias estratégicas para o escoamento da produção de celulose no Estado.






