Justiça adia novamente audiência de empresário investigado por falsificação de licença em licitação
- porRedação
- 07 de Outubro / 2026
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A Justiça adiou mais uma vez a audiência de instrução e julgamento do empresário Lucas de Andrade Coutinho, que responde a processo relacionado à falsificação de uma licença sanitária utilizada para participação em uma licitação em Mato Grosso do Sul. A nova audiência foi remarcada para dezembro de 2026.
O adiamento ocorreu após o advogado de Lucas apresentar, em 1º de outubro, um atestado médico apontando problemas renais. Com isso, tanto o empresário quanto o defensor não compareceram ao compromisso judicial.
O processo já havia sido adiado anteriormente. A audiência estava inicialmente marcada para 17 de setembro de 2025, mas a defesa solicitou a mudança porque o advogado de Lucas tinha outra audiência na mesma data.
Licença teria sido comprada por R$ 200
De acordo com a investigação, em 2025 Lucas Coutinho, sócio da Comércio Isototal Ltda., teria utilizado uma licença sanitária falsificada para participar de uma licitação da Secretaria de Administração de Mato Grosso do Sul (SAD).
Durante a conferência da documentação, um servidor da Vigilância Sanitária identificou que as assinaturas e os carimbos apresentados no documento não eram verdadeiros.
Em depoimento durante o inquérito conduzido pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Lucas teria afirmado que tentou conseguir a licença pelos meios regulares, mas, diante da dificuldade, acabou comprando o documento de uma pessoa desconhecida por R$ 200.
Empresário também aparece em outras investigações
O nome de Lucas Coutinho e de seu irmão, Sérgio Duarte de Andrade Coutinho, também aparece em outras investigações envolvendo suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos em Mato Grosso do Sul.
Os dois foram inicialmente investigados na Operação Parasita, deflagrada em dezembro de 2022, que apurou irregularidades envolvendo o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).
Em novembro de 2023, Lucas, Sérgio e um primo foram presos durante a Operação Turn Off, investigação que apontou suspeitas de fraudes em contratos nas áreas de saúde e educação, com valores superiores a R$ 68 milhões.
Uma segunda fase da operação ocorreu em junho de 2024. Na ocasião, os irmãos foram novamente presos sob suspeita de tentativa de ocultação de mais de R$ 10 milhões em bens. Posteriormente, obtiveram habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e deixaram a prisão mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Mais recentemente, Lucas Coutinho voltou a ser preso no âmbito da Operação Fake Cloud, que investiga possíveis fraudes em contratos de tecnologia da Prefeitura de Itaporã.
Lucas e Sérgio respondem a diferentes ações penais relacionadas a acusações de fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. As acusações ainda são objeto de processos judiciais.






