Justiça absolve ex-diretores acusados de corrupção em contratos de quiosques públicos

| Créditos: Arquivo/Reprodução


A Justiça absolveu ex-dirigentes e outros envolvidos em um processo que investigava supostas irregularidades relacionadas à concessão e exploração de quiosques públicos na cidade do Natal (RN). A decisão concluiu que as provas apresentadas durante a ação não foram suficientes para comprovar a prática dos crimes de corrupção passiva e ativa atribuídos aos acusados.

O caso teve origem em investigações sobre possíveis vantagens indevidas envolvendo a administração dos espaços comerciais. O Ministério Público sustentava que agentes públicos e empresários teriam participado de um esquema para favorecer interesses particulares na gestão dos quiosques.

Ao analisar o processo, o magistrado entendeu que os elementos reunidos ao longo da instrução não demonstraram, de forma inequívoca, a existência de pagamento ou recebimento de propina, nem a efetiva participação dos réus em atos de corrupção. Segundo a sentença, as suspeitas levantadas durante a investigação não foram confirmadas por provas suficientes para justificar uma condenação criminal.

A decisão reforça o princípio jurídico de que a condenação exige comprovação concreta da prática delituosa, prevalecendo a presunção de inocência quando persistem dúvidas sobre os fatos investigados.

Com a sentença, os acusados foram absolvidos das imputações relacionadas ao caso, embora ainda possam existir recursos previstos na legislação por parte dos órgãos responsáveis pela acusação. A ação integra uma série de investigações conduzidas nos últimos anos sobre a administração e concessão de espaços públicos no município.

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