Juiz absolve ex-prefeito e acusados em golpe de R$ 800 mil sem realizar audiência; MP contesta decisão

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O juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, inocentou o ex-prefeito Gilmar Antunes Olarte, uma gerente do Banco Safra e um golpista das acusações de aplicar um golpe de R$ 800 mil em um casal evangélico – tudo sem realizar audiência de instrução e julgamento. O Ministério Público Estadual (MPE) recorreu, mas o magistrado manteve a decisão.

Segundo a denúncia, Olarte, ex-pastor da Assembleia de Deus Nova Aliança, apresentou ao casal um suposto leilão de um prédio na Avenida Marechal Deodoro. Para viabilizar o negócio, indicou Diego Aparecido Francisco, acusado de outros golpes, como "advogado imobiliário", e Alessandra Carrilho de Araújo, gerente do Safra, que liberou um empréstimo de R$ 350 mil. O leilão, no entanto, nunca existiu.

O MPE denunciou os três por estelionato e associação criminosa, mas o juiz Wust absolveu todos, alegando falta de provas. Ele destacou que as declarações das vítimas precisariam de corroboração e que os documentos não comprovaram o crime.

O promotor Élcio D’Angelo apontou irregularidades: o processo não teve audiência de instrução, embora a sentença afirmasse o contrário. O juiz rejeitou os embargos, mantendo a absolvição. O MPE ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça.

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