João Jazbik Neto tem prisão preventiva restabelecida em investigação por feminicídio


A Justiça restabeleceu a prisão preventiva do médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, investigado pela morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, em Campo Grande. A decisão foi tomada pelo desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Fabíola foi encontrada morta na residência onde vivia com João. Inicialmente, o caso havia sido tratado como suicídio. No decorrer das investigações, porém, novos exames periciais apontaram elementos que afastaram essa hipótese e indicaram um possível contexto de violência de gênero.

Entre os elementos analisados estão alterações identificadas na cena da morte, além da retirada de armas e munições do local antes da chegada das autoridades. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul apresentou os novos dados à Justiça e sustentou que as medidas cautelares anteriormente impostas não seriam suficientes diante do avanço da investigação.

Com a reavaliação do caso, o desembargador reconsiderou decisão anterior e determinou novamente a prisão preventiva de João Jazbik Neto, com expedição do mandado de prisão.

João Jazbik Neto responde à investigação relacionada ao feminicídio de Fabíola Marcotti. A defesa do médico nega as acusações e sustenta sua inocência. A prisão preventiva tem caráter cautelar e não representa, por si só, uma condenação. A responsabilidade criminal será definida no decorrer do processo.

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