Investigado na Operação Gutenberg se apresenta ao Gaeco após uma semana foragido

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O empresário Giovanni Jafar se apresentou ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (14), uma semana após a deflagração da Operação Gutenberg, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos e a regulação da saúde em Mato Grosso do Sul.

Ele era considerado foragido desde o cumprimento dos mandados da operação, que resultou na prisão de sua mãe, Rossana Jafar, e de seus irmãos, Olívia e Felipe Jafar. Todos são investigados por suspeita de participação em uma organização criminosa.

Segundo as investigações, a família seria a verdadeira controladora de uma editora utilizada para firmar contratos de fornecimento de livros paradidáticos com municípios. O Ministério Público apura a suspeita de que as negociações estariam vinculadas à obtenção de vantagens relacionadas à oferta de exames, cirurgias e vagas na rede pública de saúde.

As apurações também indicam que a empresa recebeu cerca de R$ 30 milhões em recursos públicos por meio de contratos celebrados com diversas prefeituras. Conforme o Gaeco, os valores teriam sido distribuídos entre integrantes do grupo investigado.

A Operação Gutenberg investiga possíveis crimes como organização criminosa, corrupção, fraude em licitações, peculato e lavagem de dinheiro. As diligências seguem em andamento e novos desdobramentos não estão descartados.

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