Influencer “Coach Irônica” é presa por descumprir medidas protetivas

A influenciadora digital Daniele Santana Gomes, conhecida nas redes sociais como “Coach Irônica”, foi presa na tarde desta sexta-feira, em Campo Grande, por ordem expedida pela 4ª Vara da Violência Doméstica e Familiar. A decisão judicial atendeu a pedido do Ministério Público Estadual e decorre do descumprimento de medidas protetivas de urgência impostas no âmbito da Lei Maria da Penha.

O processo tramita em segredo de justiça, o que restringe o acesso a detalhes específicos sobre as circunstâncias dos fatos que motivaram a medida extrema. No entanto, informações apuradas pela reportagem indicam que a investigada teria perseguido e ameaçado a própria sogra, mesmo estando sujeita a ordem judicial de restrição, o que caracterizou o descumprimento da decisão e fundamentou o pedido de prisão preventiva.

De acordo com a decisão, a magistrada responsável pelo caso, juíza Tatiana Decarli, entendeu que a prisão é necessária para garantir a efetividade das medidas cautelares e assegurar a proteção das vítimas e de eventuais testemunhas. No despacho, a juíza também registrou que a defesa da investigada tentou restringir o acesso a informações relacionadas a testemunhas, pedido que foi indeferido pelo juízo, por se tratar de elementos considerados relevantes para a condução do caso e para a efetividade das medidas judiciais.

Ainda conforme a decisão, embora o sigilo processual seja flexibilizado após o cumprimento das diligências, o acesso imediato a determinados documentos foi temporariamente vedado para não comprometer o cumprimento do mandado de prisão. A medida, segundo o juízo, visa preservar a eficácia da atuação judicial e a integridade da apuração.

Daniele Santana Gomes ganhou notoriedade em Campo Grande anteriormente por episódios envolvendo ataques de gordofobia, que repercutiram negativamente nas redes sociais e chegaram a motivar procedimentos internos no âmbito da Rede Municipal de Educação.

Até o momento, a defesa da influenciadora não se manifestou publicamente sobre a prisão. O caso segue sob acompanhamento do Poder Judiciário, dentro dos parâmetros de sigilo estabelecidos pela legislação para processos que envolvem violência doméstica e familiar.

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