Indígenas recusam indenização de R$ 145 Milhões e mantêm ocupação de terras em MS
- porRedação
- 20 de Abril / 2026
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A negociação entre o Governo Federal e comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul atingiu um impasse crítico neste fim de semana. Representantes dos povos originários, em comitiva em Brasília, rejeitaram oficialmente uma proposta de R$ 145 milhões destinada à aquisição de áreas particulares para a expansão de reservas no estado.
A oferta buscava pacificar conflitos fundiários em regiões de alta tensão, onde proprietários rurais e comunidades indígenas disputam a posse de terras produtivas. No entanto, as lideranças alegam que o montante e as condições oferecidas não atendem às necessidades de reparação histórica e segurança jurídica das comunidades.
Pontos Centrais do Impasse
A recusa trava, momentaneamente, o cronograma de desocupação e transferência de áreas. Entre os principais motivos para o declínio da proposta estão:
Valoração das Terras: Questionamentos sobre se o valor de mercado oferecido cobre a extensão territorial necessária.
Modelo de Acordo: A resistência à compra de terras em vez da demarcação direta via processos administrativos tradicionais.
Soberania: A exigência de que o governo apresente garantias mais robustas de proteção às áreas já ocupadas.
Cenário em Mato Grosso do Sul
Enquanto o acordo não avança na capital federal, o clima no interior do estado permanece de vigilância. Proprietários rurais aguardam uma definição para evitar novas incursões, enquanto os grupos indígenas afirmam que manterão as mobilizações até que uma contraproposta satisfatória seja apresentada.
O Ministério da Justiça e a Funai ainda não se pronunciaram sobre os próximos passos da mediação ou se haverá uma revisão dos valores disponibilizados para o fundo de indenização.






