Imasul ignorou infrações de indústria que operava sem licença, aponta inquérito do MPMS

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Inquérito do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) aponta que o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de MS) ignorou infrações ambientais cometidas pela indústria 7K Pirólise, que operou por anos sem licença.

Conforme o MP, a empresa iniciou a instalação em 2020, mas só solicitou licença em janeiro de 2022. Mesmo assim, técnicos do Imasul constataram, em maio daquele ano, que as obras estavam praticamente concluídas, embora a licença só tenha sido emitida em janeiro de 2025. O relatório afirma que, apesar de configurada a infração, não houve autuação nem diligência para apurar o caso.

Moradores da região denunciaram fuligem e danos à saúde, o que motivou a apuração. O MP também apontou que o Imasul emitiu autorização sem exigir os estudos de impacto ambiental obrigatórios.

Mesmo sem licença, a 7K foi incluída no programa MS Empreendedor em 2021, recebendo benefícios fiscais de até 67% no ICMS.

Em agosto de 2024, quatro anos após o início das operações, a Polícia Militar Ambiental constatou a ausência de licença e aplicou multa de R$ 50 mil, determinando a paralisação das atividades, que só foram regularizadas em janeiro deste ano.

A empresa ainda recebeu doação de área pública de 200 m², com aval da Câmara de Sete Quedas e assinatura do ex-prefeito Francisco Piroli (PSDB). O inquérito também aguarda laudo do Ibama para verificar se pneus utilizados pela indústria foram contrabandeados do Paraguai.

Em reunião recente, o engenheiro da 7K reconheceu que a empresa operou sem licença por longo período e informou que as atividades serão suspensas por 45 dias para adequações.

O Imasul foi procurado para comentar os apontamentos do MP, mas não respondeu até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.

Com informações Midiamax

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