Imasul e Arauco firmam parceria para reabilitação de animais silvestres durante obras em Inocência

| Créditos: Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc

O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e a empresa Arauco, responsável pela construção de uma fábrica de celulose no município de Inocência, firmaram um termo de cooperação técnica voltado à reabilitação de animais silvestres capturados ou atropelados durante as fases de implantação do empreendimento.

O extrato da parceria foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (21). A iniciativa tem como objetivo mitigar os impactos ambientais, especialmente aqueles relacionados à malha viária, decorrentes das obras da futura Fábrica de Celulose Branqueada de Eucalipto.

Conforme o documento, os animais resgatados durante as atividades de implantação da unidade industrial serão encaminhados para atendimento especializado no Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande, e no Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), localizado em Três Lagoas. As estruturas serão responsáveis pelo recebimento, tratamento e reabilitação da fauna afetada.

O termo de cooperação estabelece que não haverá repasse de recursos financeiros entre as partes. A execução da parceria ocorrerá por meio da disponibilização de profissionais da Arauco para atuar no atendimento dos animais no Cetas, em apoio às ações do Imasul.

A vigência inicial do acordo é de 24 meses, contados a partir da data de publicação, com possibilidade de prorrogação pelo período equivalente à validade das licenças ambientais emitidas, respeitando os limites previstos na legislação vigente.

Polo da celulose

A instalação da Arauco em Inocência marca a quinta planta de celulose em operação ou construção em Mato Grosso do Sul, consolidando o Estado como um dos principais polos do setor no país, conhecido como Vale da Celulose.

O empreendimento prevê investimento de US$ 4,6 bilhões e deve gerar cerca de 6 mil empregos permanentes, além de empregar até 14 mil trabalhadores no pico das obras, previsto para o fim deste ano. A unidade terá capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose branqueada e a expectativa é que entre em operação até 2028.

Segundo projeções, a implantação da fábrica deverá mais que triplicar o PIB do município de Inocência, impulsionando o desenvolvimento econômico regional aliado a medidas de mitigação ambiental.

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