Ibovespa fecha com novo recorde, em alta puxada por Vale e bancos

| Créditos: Reprodução/Infomoney


O Ibovespa segue na sua toada de recordes. Hoje, não foi diferente. Embora tenha fechado com alta de 0,61%, aos 146.336,80 pontos, um ganho de 890,14 pontos, e esse tenha sido o segundo maior nível de fechamento da história, perdendo para os 146.491,75 pontos conseguidos em 24 de setembro último, o índice conseguiu renovar a máxima histórica, ao chegar, no começo da tarde, aos 147.558,22 pontos, deixando para trás os 147.178,47 pontos de 23 de setembro. É, portanto, mais um pregão para fixar nos anais.

A segunda-feira viu também mais uma queda do dólar comercial, depois da baixa de sexta, agora com menos 0,31%, a R$ 5,322. O dólar caiu e, segundo um ex-economista-chefe do FMI, pode cair mais. Já os DIs (juros futuros) subiram por toda a curva.

Otimismo com conversa Trump-Lula

A semana começa com o mercado projetando a prometida reunião entre Donald Trump e Lula, mas os termos da conversa entre os presidentes dos EUA e do Brasil seguem um mistério. O JPMorgan avalia que a recente aproximação entre os dois pode abrir espaço para uma flexibilização das tarifas impostas pelos EUA contra o Brasil.

O vice-presidente Geraldo Alckmin se diz “otimista” com as negociações. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, uma “discussão racional” sobre o tarifaço vai se iniciar a qualquer momento.

Shutdown nos EUA

Mas Trump tem lá suas próprias preocupações, enquanto anuncia mais tarifas, incluindo para o cinema. A principal: uma paralisação do governo, enquanto não se chega a um acordo bipartidário sobre o assunto.

Sem tal entendimento, é capaz do dado econômico mais importante da semana, o payroll, que sai na sexta-feira (3), nem seja divulgado, deixando o Federal Reserve às cegas e, consequentemente, o mundo sobre como está o mercado de trabalho nos EUA.

Caged positivo

Por aqui, os empregos vão bem, obrigado. O Caged de agosto mostrou geração de quase 150 mil mil vagas formais líquidas. Apesar disso, o número veio abaixo dos 160 mil esperados.

O cenário doméstico parece ideal para otimismos como o de Alckmin, que prevê redução da Selic, com dólar em baixa e safra recorde. O Boletim Focus concorda e mais uma semana veio com cortes para o câmbio e a inflação.

Haddad também garantiu mais uma vez não ver preocupação em relação ao cumprimento das metas fiscais. Mas Gabriel Galípolo, o chefão do Banco Central, acha que a autoridade monetária ainda tem muito esforço para fazer, enquanto vê a inadimplência subir.

Vale e bancos sobem

Em São Paulo, a Vale (VALE3), com mais 0,33%, e os bancos garantiram a alta do Ibovespa. Entre os bancões, apenas Banco do Brasil (BBAS3) escorregou um pouco, chegou a ficar negativo, e terminou com alta curta de 0,05%. Mas Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,57%, com XP reiterando compra. O banco mantém provisões e controle da carteira de crédito, com payout ajustável e plano de desativar mainframe até 2028.

O nome mais parrudo desta segunda foi Eletrobras (ELET3), que subiu 3,93%, com analistas projetando “dividendos consistentes”. As siderúrgicas também avançaram, bem como CSN Mineração (CMIN3), que subiu 3,95%; os frigoríficos ganharam pouco menos de 1%; e os varejistas terminaram o dia mistos.

Petrobras em queda

Os pontos baixos ficaram com a queda ampla de Petrobras (PETR4), com 1,36%, na linha do petróleo internacional, que despencou hoje na casa dos 3%. E Braskem (BRKM5), que perdeu 5,13%, com agência de risco rebaixando nota da companhia, e com analistas projetando uma recuperação judicial.

Setembro (e o 3T25) termina amanhã, com o Brasil conhecendo a taxa de desemprego de agosto, com a Alemanha soltando uma série de dados, e com os EUA começando a soltar seus dados de emprego (nesta terça, o JOLTs). Mas outubro deve mesmo começar como setembro vai terminar, com o todos de antenas ligadas na conversa Trump-Lula. 

(Fernando Augusto Lopes)

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