Histórico da Construcap, nova gestora do HRMS, inclui condenação revertida na Lava Jato e sanção do BID
- porRedação
- 05 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Foto: Edemir Rodrigues
A Construcap, empresa paulista que assumiu a gestão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), possui um vasto portfólio de grandes obras, mas também carrega um histórico de controvérsias e investigações de corrupção nos últimos anos.
O grupo, que se comprometeu a investir R$ 5,6 bilhões no HRMS ao longo de 30 anos para ampliar a unidade em 60%, teve seu presidente, Roberto Capobianco, condenado em 2018 na 31ª fase da Operação Lava Jato. A condenação se deu por envolvimento em fraude em uma obra da Petrobras, com acusações de superfaturamento e pagamento de propinas. No entanto, o executivo obteve a absolvição da Justiça Federal em 2020, embora o episódio tenha gerado repercussão sobre o histórico da companhia em licitações.
Outra polêmica recente ocorreu em 2022, quando o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) impôs uma sanção à Construcap, impedindo-a de participar de projetos financiados pela instituição por 18 meses, devido a "práticas fraudulentas" em um contrato de construção rodoviária. A empresa, que cooperou com a investigação, concordou em pagar multas e restituir valores desviados.
Apesar dos episódios, a Construcap, com mais de 60 anos de atuação, segue ampliando sua presença em concessões públicas, sendo responsável pela administração de locais como o Estádio Mineirão e o Parque do Ibirapuera. No modelo de gestão do HRMS, a unidade de saúde manterá o atendimento gratuito pelo SUS, com a administração assistencial sob responsabilidade contínua do governo estadual.






