Guia orienta moradores sobre quais árvores podem ser plantadas em Campo Grande

Entroncamento na Avenida Mato Grosso com um ipê branco florido. | Créditos: Foto: Ana Paula Fernandes/PMCG


Quem pretende plantar uma árvore em Campo Grande deve ficar atento às espécies indicadas para a arborização urbana. Um guia elaborado para a Capital reúne orientações sobre quais plantas são recomendadas, quais devem ser evitadas e aquelas cujo cultivo é proibido por legislação.

Reconhecida como a capital mais arborizada do Brasil, Campo Grande mantém políticas voltadas à preservação e ao planejamento das áreas verdes, buscando reduzir problemas como danos às calçadas, interferências na rede elétrica e riscos à população.

Entre as espécies consideradas adequadas para o plantio em vias urbanas estão diferentes variedades de ipês, jacarandá, quaresmeira e sibipiruna, árvores que apresentam características compatíveis com o ambiente urbano e contribuem para o conforto térmico e a biodiversidade.

O material também alerta para espécies que, embora populares, não são indicadas para calçadas e áreas públicas. Mangueira, seriguela, figueirinha (ficus), chorão, nim, jasmim-manga e algumas palmeiras estão entre as plantas que podem causar transtornos devido às raízes agressivas, frutos pesados ou necessidade de manutenção especializada.

Além das espécies não recomendadas, a legislação municipal e estadual proíbe o plantio da murta e da leucena. A murta é considerada hospedeira do inseto transmissor do greening, doença que afeta plantações de citros, enquanto a leucena é classificada como espécie invasora, capaz de comprometer o equilíbrio ambiental.

O guia ainda apresenta orientações sobre o plantio correto, incluindo a escolha da espécie conforme o espaço disponível, a necessidade de irrigação adequada e cuidados com o desenvolvimento das mudas, medidas que ajudam a preservar a infraestrutura urbana e a manter a qualidade da arborização da cidade.

As publicações técnicas e educativas estão disponíveis gratuitamente para consulta da população e fazem parte das ações de incentivo à preservação do patrimônio arbóreo de Campo Grande.

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