Guerra entre EUA e Irã aumenta o risco de desabastecimento global de medicamentos

| Créditos: Marcos Santos / USP Imagens / CP


O conflito entre Estados Unidos e Irã reacendeu o risco de uma crise global de abastecimento de medicamentos, algo que parecia ter ficado restrito à pandemia de covid-19.

Segundo cálculos do Institute for Economics and Peace, os impactos econômicos dessa guerra já alcançam cerca de US$ 700 bilhões (cerca de R$ 6 bilhões, na cotação atual).

A volatilidade do preço do petróleo está no centro dos prejuízos, gerando perdas de receitas de exportação, perturbações nas cadeias de abastecimento (supply chains) e aumento dos custos operacionais.

Especificamente, a redefinição de rotas marítimas e aéreas, o aumento dos prêmios de seguro e os preços mais elevados da energia contribuíram para a redução das margens de lucro do setor farmacêutico.

Cerca de 35% dos produtos farmacêuticos de maior valor agregado são transportados por via aérea, assim como parcela relevante dos medicamentos e vacinas essenciais.

O bloqueio dessas vias, para fármacos e insumos terapêuticos com prazo de validade curto, é dramático.

Em contraposição, para a navegação marítima, o fechamento do estreito de Ormuz e os ataques dos Houthis a navios que seguiam em direção ao Canal de Suez obrigaram empresas e armadores a buscar rotas alternativas.

Uma das principais estratégias foi redirecionar as embarcações e contornar a África, praticamente dobrando o tempo da viagem padrão, comprometendo as cadeias de abastecimento e ampliando significativamente os custos logísticos.

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