Governo estadual designa novo coordenador para área de regulação em saúde após prisão de servidor pelo Gaeco

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O Diário Oficial do Estado de Mato Grosso do Sul publicou nesta sexta-feira (10) a nomeação de um novo coordenador para a Coordenadoria de Regulação e Assistência (CRA) da Secretaria de Estado de Saúde. O médico Rodrigo Silva Quadros foi designado para substituir Ed Carlo Burgatt, que está preso desde o início desta semana em decorrência de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A portaria, assinada pela secretária estadual de Saúde, estabelece que a designação de Quadros tem validade a partir de 7 de julho de 2026. O profissional ocupa cargo de Direção Gerencial Superior Especial e Assessoramento e está vinculado ao governo estadual desde março de 2025, com remuneração fixa de R$ 12,9 mil. O médico, graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, também é servidor da Prefeitura de Campo Grande, onde está cedido para o estado, e já atuou como chefe médico do Pronto Socorro da Santa Casa da capital.

Contexto das investigações

A operação deflagrada pelo Gaeco na última semana resultou na expedição de 16 mandados de prisão, incluindo Burgatt e sua filha, Jéssyca Burgatt. As investigações apontam para a existência de um esquema criminoso voltado à prática de crimes contra a administração pública, com indícios de corrupção ativa e passiva em processos licitatórios, além de lavagem de capitais.

De acordo com informações divulgadas pelo Gaeco, o grupo atuava em Campo Grande e em outros municípios sul-mato-grossenses, contando com núcleos organizados e liderados por empresários. A apuração revela que servidores públicos supostamente corrompidos facilitavam a fraude e o direcionamento de compras públicas, utilizando como artifício a contratação direta por inexigibilidade de licitação para aquisição de livros paradidáticos.

O valor envolvido nas transações investigadas ultrapassa R$ 27 milhões, recursos que, segundo o Ministério Público, eram distribuídos entre integrantes da organização e pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem ilícita. Além disso, a investigação aponta que a influência de servidores na área da saúde era usada para condicionar a autorização de procedimentos médicos — como exames, cirurgias e vagas hospitalares — à compra dos materiais comercializados pelo grupo.

O Gaeco ressaltou que a organização criminosa mantinha contratos ativos em diversas cidades e que as atividades ilícitas prosseguiam até o momento da operação. O novo coordenador não tem qualquer envolvimento mencionado nas investigações.

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