Governo de MS aguarda resposta da União sobre adesão a programa de refinanciamento de dívidas
- porRedação
- 10 de Março / 2026
- Leitura: em 8 segundos

Governadoria MS | Créditos: Bruno Rezende
O Governo de Mato Grosso do Sul aguarda há cerca de dois meses uma resposta do Governo Federal do Brasil sobre o pedido de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O programa, previsto pela Lei Complementar Federal nº 212/2025, permite que estados refinanciem dívidas com a União com juros mais atrativos do que os previstos nos contratos atuais.
Em nota, a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS) informou que o Estado já cumpriu todos os procedimentos previstos no Manual de Instrução de Pleitos (MIP) e que o processo segue em análise pelo Governo Federal.
Autorização foi aprovada pela Assembleia
Em 2025, o governador Eduardo Riedel enviou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul um projeto solicitando autorização para aderir ao Propag. A proposta foi aprovada pelos deputados e resultou na Lei nº 6.525/2025, sancionada em 15 de dezembro de 2025.
Na época da apresentação do projeto, a dívida consolidada de Mato Grosso do Sul com a União ultrapassava R$ 9,6 bilhões em 2024, sendo quase 80% do valor referente a empréstimos e financiamentos internos.
Segundo dados do Tesouro Nacional, esse montante chegou a cerca de R$ 10,29 bilhões em 2025.
Medidas de contenção de gastos
Desde agosto do ano passado, o governo estadual também implementou medidas de ajuste fiscal para melhorar as contas públicas. Entre elas estão:
Redução de até 25% em contratos vigentes
Restrição à compra de novos mobiliários, equipamentos e bens permanentes
Redução de despesas com diárias, passagens e participação em eventos
Controle no pagamento de horas extras
Como funciona o Propag
O Propag prevê a redução dos juros das dívidas estaduais mediante amortização extraordinária do saldo devedor. Essa amortização pode ocorrer por meio da transferência de ativos ou compromisso de investimentos em áreas estratégicas, como a ampliação da educação profissionalizante integrada ao ensino médio.
Na prática, o projeto autoriza o governo estadual a transferir ativos para a União como forma de pagamento ou redução da dívida, incluindo:
Participações societárias em empresas estaduais
Bens móveis ou imóveis pertencentes ao Estado
Créditos líquidos e certos do Estado junto ao setor privado
A adesão ao programa é vista como uma alternativa para reduzir o custo da dívida e melhorar o equilíbrio fiscal de Mato Grosso do Sul.






