Dólar hoje sobe 0,9% e fecha acima de R$ 5,20, com exterior e pesquisa no radar
- porInfoMoney
- 01 de Julho / 2026
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O dólar fechou a quarta-feira em alta ante o real e novamente acima dos R$5,20, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, em uma sessão no Brasil também permeada pela disputa eleitoral.
A medida foi formalizada pelo Departamento do Tesouro e marca a primeira rodada de punições econômicas desde que Washington passou a classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais, em junho.
Investidores também repercutem novos dados de emprego nos EUA e comentários do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh.
“Apesar de o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, não ter adotado um tom mais duro em seu discurso, o mercado manteve a leitura de que os juros americanos devem permanecer elevados por mais tempo, sustentando o DXY e os rendimentos das Treasuries”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Qual foi a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,92%, aos R$ 5,2102. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,08%.
Às 17h06, o dólar futuro para agosto — o mais líquido do mercado brasileiro — subia 0,91% na B3, aos R$ 5,2480.
Dólar comercial
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O que aconteceu com o dólar hoje?
O número de empregos no setor privado dos Estados Unidos cresceu menos do que o esperado em junho, mas uma queda acentuada nas missões planejadas indicaram condições benéficas no mercado de trabalho no mês passado.
A economia dos EUA abriu 98.000 postos de trabalho no setor privado no mês passado, após 122.000 em maio em dado não revisado, segundo o relatório nacional de emprego da ADP. Economistas consultados pela Reuters conseguiram prever a abertura de 118.000 vagas no setor privado.
O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab e publicado antes do relatório de emprego de junho do Escritório de Estatísticas do Trabalho, que será divulgado na quinta-feira. A ADP tem mostrado um indicador pouco preciso para a estimativa do escritório sobre o número de empregos no setor privado.
Além disso, entre as notícias do dia, esteve o anúncio do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta quarta-feira (1º) sobre sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), descrito pelo governo americano como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental, com atuação também no Reino Unido, na Turquia e no Japão.
“O dólar sobe muito por conta desse ruído trazido por essa decisão dos Estados Unidos, mas hoje isso se soma a uma movimentação de valorização do dólar globalmente”, afirma Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
O mercado também repercute os comentários do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no painel de política monetária do Fórum de Sintra. O chair do Fed afirmou que as expectativas e os riscos de inflação diminuíram nas últimas semanas, embora tenha reiterado que o banco central dos Estados Unidos está empenhado em reduzir o aumento dos preços para a meta de 2%.
“As expectativas de inflação nos primeiros quatro meses, nas primeiras quatro semanas deste período, diminuíram; os riscos de inflação também diminuíram”, disse Warsh.
No Brasil, destaque para a pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.
Lula tem 48,8% das intenções de voto no segundo turno, contra 42,3% de Flávio, segundo a sondagem. Em abril, ambos estavam empatados com 48%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
(Com Reuters)






