Gestão municipal avalia possibilidade de intervir no serviço de ônibus da capital
- porRedação
- 03 de Junho / 2026
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| Créditos: Divulgação/PMCG
A administração municipal de Campo Grande estuda a possibilidade de assumir temporariamente a operação do transporte coletivo da cidade. A medida é uma das alternativas consideradas diante das dificuldades enfrentadas pelo sistema atualmente, que incluem atrasos, cancelamentos de viagens e frota envelhecida.
Em audiência pública realizada ontem, representantes de órgãos municipais apresentaram dados e ouviram reclamações da população sobre a qualidade do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus, atual concessionária. O encontro foi uma das últimas etapas antes da elaboração de um relatório final, que será entregue à prefeita ainda nesta semana. Caberá a ela decidir se o município intervirá na concessão ou adotará outra providência.
O diretor-presidente da agência municipal de trânsito afirmou que a situação atual é insustentável e que há espaço significativo para melhorias. Ele destacou que a intervenção é uma das opções em análise, mas que a decisão final cabe à prefeita. Também participou da audiência o diretor de outra agência reguladora local, que explicou os critérios técnicos para uma possível intervenção, como a necessidade de contar com equipes nas áreas administrativa, financeira, jurídica e operacional.
Entre os problemas apontados, estão 197 ônibus com idade acima do permitido, 15 veículos paralisados por interdição e 13 articulados que ultrapassam os dez anos de uso. Além disso, foram registradas mais de 15 mil autuações entre 2021 e 2025, a maior parte por descumprimento de horários e omissão de viagens.
A procuradora-geral do município informou que o estudo sobre a intervenção atende a uma determinação judicial de dezembro. O prazo original para conclusão era de 60 dias, mas foi prorrogado por mais 30 dias. O relatório deve ser entregue até a próxima segunda-feira. Ela acrescentou que qualquer mudança na composição societária da concessionária, como uma possível venda, precisaria ser previamente aprovada pelo poder público.
Durante a audiência, também foi divulgado que o número de passageiros transportados anualmente caiu pela metade nos últimos anos, passando de 49 milhões para 25 milhões. A reunião contou com a presença de vereadores, especialistas e usuários, que cobraram medidas concretas para melhorar o serviço.






