Gaeco em Miranda; empresas que ganhavam licitações, não tinham sede nem funcionários

| Créditos: Foto: Divulgação/Gaeco


O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagraram nesta quarta-feira (1º) a Operação Copertura, que apura suspeita de fraudes em licitações na cidade de Miranda, a 208 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), empresas contratadas pela prefeitura para fornecer materiais de construção, alimentos, produtos de limpeza, itens de informática e kits escolares não possuíam sede ou funcionários.

A investigação aponta a existência de uma organização criminosa atuando desde 2020, com participação de empresários que apresentavam propostas fictícias e de um servidor público envolvido no esquema.

Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão. A operação incluiu endereços em Miranda, Campo Grande e Sidrolândia, entre eles empresas como Infomaster Soluções em TI e Mobiliário Corporativo, Zornimat, além de locais ligados ao empresário Pedro Luiz Ribeiro Ruano.

As ações contaram com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar.

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