Fretes de grãos recuam em MS, mas algumas rotas continuam mais caras que em 2025
- porRedação
- 01 de Outubro / 2026
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| Créditos: Reprodução/NMT – Notícias de Mato Grosso
Os custos para transportar grãos pelas principais rotas de Mato Grosso do Sul apresentaram, em agosto, um cenário de acomodação. Entre os 17 corredores acompanhados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nove registraram redução nos valores, quatro permaneceram estáveis e outros quatro tiveram aumento.
Apesar das quedas em boa parte dos trajetos, a comparação com agosto de 2025 mostra um quadro dividido: oito rotas estão com preços superiores aos do ano passado, oito apresentam valores menores e uma permaneceu no mesmo nível.
Entre os maiores reajustes mensais está o trecho entre Maracaju e Paranaguá (PR), cujo frete passou de R$ 266 para R$ 285 por tonelada, alta de 7,1%. Também houve aumento entre Ponta Porã e Rio Grande (RS), de R$ 310 para R$ 320, e entre Maracaju e Maringá (PR), de R$ 138 para R$ 142. No percurso Sidrolândia–Santos (SP), o valor subiu de R$ 282 para R$ 290 por tonelada.
Já entre as maiores reduções está a rota Chapadão do Sul–Guarujá (SP), que caiu de R$ 320 para R$ 290 por tonelada, recuo de 9,4%. O transporte de Chapadão do Sul para Paranaguá também diminuiu, de R$ 315 para R$ 300.
Em Ponta Porã, o frete para Maringá caiu 7,4%, passando de R$ 149 para R$ 138 por tonelada. Para Paranaguá, a redução foi de 2,9%, chegando a R$ 272.
Em Dourados, o transporte para Rio Grande recuou de R$ 289 para R$ 275 por tonelada. Já a rota para Maringá teve pequena redução, de R$ 120 para R$ 119, enquanto o trecho até Paranaguá permaneceu em R$ 248.
Algumas rotas estão mais caras que há um ano
Na comparação anual, a maior alta ocorreu no trecho Sidrolândia–Maringá, que passou de R$ 126 por tonelada em agosto de 2025 para R$ 147 neste ano, crescimento de 16,7%.
A rota Maracaju–Paranaguá também apresentou aumento expressivo, de 14,9%, passando de R$ 248 para R$ 285 por tonelada. Em Sidrolândia–Paranaguá, o avanço foi de 10,8%, com o valor chegando a R$ 276.
Dourados–Maringá teve alta de 8,2%, enquanto Ponta Porã–Maringá subiu 6,2%. Também houve elevação nos trajetos Dourados–Paranaguá, Ponta Porã–Rio Grande e Ponta Porã–Santos.
Na direção contrária, o frete entre Sidrolândia e Santos caiu 9,4% em um ano. Também foram registradas reduções em São Gabriel do Oeste–Santos, Chapadão do Sul–Guarujá e São Gabriel do Oeste–Maringá. O trecho Chapadão do Sul–Paranaguá manteve o mesmo valor de agosto de 2025: R$ 300 por tonelada.
Colheita do milho movimenta transporte
A variação dos fretes ocorre em meio ao avanço da colheita do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul. Até 28 de agosto, aproximadamente 87% da área já havia sido colhida, segundo os dados analisados pela Conab.
O aumento da produção retirada das lavouras elevou a necessidade de transporte para armazéns, cerealistas, cooperativas e consumidores. Em algumas regiões, houve filas para descarga e ocupação da capacidade de armazenamento.
Mesmo assim, o movimento não provocou aumento generalizado dos preços dos fretes. Parte da produção permanece armazenada e é transportada posteriormente, de acordo com contratos, demanda e necessidade de reposição dos estoques.
O mercado interno também participa dessa movimentação, já que o milho produzido no Estado é destinado, entre outros usos, à alimentação animal e à produção de etanol.
MS exportou 648,2 mil toneladas de soja e milho
Em agosto, Mato Grosso do Sul embarcou para o exterior 548,1 mil toneladas de soja e 100,1 mil toneladas de milho, totalizando 648,2 mil toneladas das duas commodities.
Entre os principais destinos portuários estiveram Paranaguá (PR), com 246,3 mil toneladas; São Francisco do Sul (SC), com 214,6 mil toneladas; e Santos (SP), com 186,4 mil toneladas.
No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil exportou 92,7 milhões de toneladas de soja, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2025. Já os embarques de milho somaram 14,5 milhões de toneladas, queda de 7,9%.
Os números mostram que a logística do agronegócio sul-mato-grossense continua sendo influenciada por diferentes fatores, como ritmo da colheita, capacidade de armazenagem, consumo interno e movimentação para os portos.






