Fraude milionária na saúde envolve ex-servidores e donos de farmácias
- porRedação
- 24 de Abril / 2026
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| Créditos: Marcelo Victor/Correio do Estado
A Polícia Civil deflagrou a "Operação OncoJuris" para desarticular um esquema suspeito de desviar recursos públicos destinados à saúde em Mato Grosso do Sul. A ação resultou na detenção de cinco pessoas, entre as quais se encontram antigos funcionários da Secretaria Estadual de Saúde, empresários do setor farmacêutico e um advogado.
De acordo com as investigações, o grupo operava desde meados de 2025. O esquema consistia em utilizar decisões judiciais que obrigavam o Estado a fornecer remédios de alto custo, especialmente para tratamentos oncológicos. Após a libertação das verbas públicas, as empresas envolvidas retinham a maior parte do montante sob a justificativa de cobrança de taxas de assessoria, destinando apenas uma pequena fatia para a compra real dos fármacos.
As autoridades também identificaram irregularidades na qualidade dos produtos entregues. Há indícios de que os medicamentos fornecidos não possuíam registo sanitário nacional, apresentavam falhas de rastreabilidade e eram transportados sem o devido controle térmico, o que pode comprometer a eficácia do tratamento e a segurança dos pacientes.
Relação de detidos na operação:
Ex-servidores públicos: Guilherme de Oliveira Neto e Altair Malhada.
Empresários: Reginaldo Pereira Santos e Luiz Henrique Marino (proprietários de farmácias).
Advogado: Victor Guilherme Lezo Rodrigo.
O caso segue sob investigação para apurar a extensão total do prejuízo aos cofres públicos e identificar outros possíveis envolvidos no núcleo operacional e financeiro da organização.






