Força Nacional e aeronaves reforçarão combate aos incêndios no Pantanal
- porRedação
- 23 de Junho / 2024
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| Créditos: Bruno Rezende
O combate aos incêndios florestais no Pantanal será intensificado com a chegada de três aeronaves do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e quatro aeronaves de grande porte do Exército. Além disso, 50 homens da Força Nacional se juntarão aos esforços de combate em terra.

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Esses recursos devem chegar a Corumbá ainda nesta tarde, cidade que centraliza a logística de combate ao fogo na região pantaneira de Mato Grosso do Sul, onde a maior parte dos focos de incêndio está concentrada.
"Recebemos a confirmação do deslocamento de duas aeronaves Air Tractor e um helicóptero para apoiar o combate no Pantanal. Esse pedido foi apresentado na semana passada durante reunião com o Ministério do Meio Ambiente, em Campo Grande", informou Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento.
O Exército fornecerá quatro aeronaves de grande porte para transporte de tropas, complementando os esforços dos bombeiros de Mato Grosso do Sul, que já atuam na linha de frente, e dos 50 agentes da Força Nacional que se somarão aos trabalhos.

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Atualmente, o governo do estado opera com três helicópteros e uma aeronave Air Tractor no Pantanal. Medidas adicionais, como a contratação de mais horas de voo em caráter emergencial pelo Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), estão sendo tomadas para aumentar o número de aeronaves disponíveis.
As aeronaves Air Tractor, utilizadas há três anos no combate a incêndios no estado, têm capacidade de transportar até 3 mil litros de água para áreas de difícil acesso, agilizando a resposta ao fogo. O trabalho aéreo também conta com dois helicópteros do CGPA, equipados com baldes automáticos ("bambi buckets") com capacidade de 820 litros, que captam água de rios ou outros locais próximos aos focos de incêndio.

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Devido às características do Pantanal, como a vegetação específica, a baixa umidade relativa do ar, altas temperaturas, a falta de chuvas prolongada e os ventos fortes que frequentemente superam 50 km/h, o combate noturno ao fogo é considerado estratégico e vantajoso, permitindo maior eficácia nas ações.
A coordenação das operações em terra, ar e rios é feita pelo SCI (Sistema de Comando de Incidentes) em Campo Grande, sob a estrutura do governo estadual. O apoio federal solicitado na semana passada foi confirmado neste sábado (22) pelo Governo Federal, reforçando as ações realizadas pelo Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul.






