Foram presos secretário e servidores de Bonito em operação contra fraude em licitações

| Créditos: Divulgação


Uma operação deflagrada nas cidades de Campo Grande, Bonito, Terenos e Curitiba (PR) cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. O foco da ação, intitulada "Águas Turvas", é desmantelar uma organização criminosa envolvida em fraudes de licitações, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro no município de Bonito (MS).

Entre os indivíduos detidos, conforme apuração, estão o Secretário de Finanças, Edilberto Cruz, e outros responsáveis pelos setores de contratos e licitações da administração municipal.

Investigação e Suspeitas

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gecoc) do Ministério Público Estadual (MPE) identificou a atuação da organização criminosa que, segundo nota do MPE, vinha fraudando sistematicamente licitações de obras e serviços de engenharia em Bonito desde 2021.

As investigações apontam que as fraudes eram realizadas por meio de simulação de concorrência e a imposição de exigências específicas nos editais para direcionar o resultado dos certames a empresas ligadas ao grupo criminoso. Agentes públicos, em conluio com empresários, estariam fornecendo informações privilegiadas e organizando o esquema fraudulento para garantir o sucesso do grupo, em troca de vantagens indevidas.

O MPE informou que os contratos sob investigação alcançam, até o momento, o valor de R$ 4.397.966,86. O nome da operação, "Águas Turvas", foi escolhido em alusão à perda de transparência, contrastando com a imagem de Bonito, conhecida pelas belezas naturais e águas cristalinas, que estaria sendo "maculada" pelas ações ilícitas dos investigados.

Posicionamento e Antecedente

Questionado pela reportagem, o prefeito Josmail declarou que só irá se pronunciar em momento posterior, recusando-se a comentar as prisões do secretário e dos chefes de sua gestão.

O Secretário de Finanças, Edilberto Cruz, já havia sido detido em abril do ano passado por ocorrência de embriaguez ao volante e desacato. Na ocasião, ele teria sido abordado pela polícia próximo a um balneário, apresentando sinais de embriaguez. Conforme o boletim de ocorrência, ele se recusou ao teste do bafômetro, mas confessou ter consumido bebida alcoólica, e teria desacatado os policiais. Foi detido e liberado posteriormente mediante pagamento de fiança, cujo valor, segundo registro, foi de R$ 4,2 mil.

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