Foco de queimada na Bolívia acende alerta no Pantanal, mas alagamentos podem conter avanço do fogo
- porRedação
- 31 de Julho / 2025
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| Créditos: Divulgação
Um foco de incêndio na Bolívia, próximo à fronteira com Corumbá, na região da Serra do Amolar, colocou em alerta autoridades brasileiras e ONGs que atuam no Pantanal. O fogo, com cerca de cinco quilômetros de extensão, foi identificado na noite de terça-feira (30) pelo sistema Pantera, que utiliza inteligência artificial para monitoramento em tempo real, operado pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP).
O foco, localizado a cerca de 15 quilômetros da fronteira, preocupa devido ao histórico de incêndios intensos na região em 2023. Apesar disso, imagens mais recentes apontam redução nas chamas, o que pode estar relacionado à presença de áreas alagadas entre a Lagoa Mandioré e a floresta boliviana atingida.
Para o presidente do IHP, Ângelo Rabelo, o volume de água acumulado na planície pode funcionar como uma barreira natural contra a propagação do fogo. “Mesmo com a vazão, há muita água. Se houver focos, devem ser localizados e pontuais”, afirma.
A situação é acompanhada também por moradores locais, que apontam como fator determinante as condições climáticas, como ventos fortes e baixa umidade do ar. Na régua de Ladário, o Rio Paraguai iniciou processo de vazão, após se manter por 17 dias em 3,30 metros. Nesta quinta-feira, registrou 3,29 metros.
Na região da Nhecolândia, onde a seca já se intensifica, crescem os riscos de ignições naturais ou provocadas. O ex-presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Leite, alerta para a preocupação com a aceleração da vazão diante do frio e ventos fortes.
Outro ponto de atenção é a infraestrutura para combate aéreo. Embora o Governo do Estado tenha anunciado a construção de bases operacionais em Nhecolândia e Amolar, com suporte para aviões Air Tractor, as obras ainda não começaram por falta de licenças ambientais da prefeitura de Corumbá.






