Flávio Bolsonaro é investigado por lavagem de dinheiro e corrupção pelo filme Dark Horse
- porR7
- 11 de Setembro / 2026
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Flávio Bolsonaro tenta encontro com Trump em meio à crise internacional no Oriente Médio | Créditos: Agência Senado
O ministro André Mendonça autorizou, em julho deste ano, que a Polícia Federal investigasse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para apurar a suposta prática de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas envolvendo o filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão tornou-se pública após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, pedir a queda do sigilo dos inquéritos relacionados ao Banco Master sob a relatoria de Mendonça, nesta quinta-feira (10).
Na quinta, ao comentar a operação da Polícia Federal contra um suposto desvio de emendas parlamentares destinadas ao financiamento da obra, Flávio afirmou que a operação é uma “tentativa de interferência política” nas eleições e declarou que a produção da obra não utilizou dinheiro público irregular.
“Olha, não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público. Eu já cansei de falar: pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de um lado para o outro, de ponta-cabeça, que não vai ter nada”, disse o senador.
“O que tem, claramente, é uma tentativa de interferência política mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. A única realidade. Qual o fundamento dessa operação? Político”, acrescentou.
Operação mirou Mario Frias
A operação da Polícia Federal ocorreu simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Entre os alvos dos 49 mandados de busca e apreensão estavam o deputado Mário Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama.
Autorizada pelo ministro Flávio Dino do STF, a operação foi batizada como “Make-up” e apura um possível esquema criminoso envolvendo agentes públicos e privados que teriam repassado verbas públicas para empresas sem comprovação adequada dos serviços prestados.
Segundo Dino, existem “fortes indícios de uma única organização criminosa” estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas. Na avaliação do ministro, Frias aparece como um dos principais integrantes da estrutura investigada.
A apuração envolve suspeitas de peculato, fraude em licitação ou contrato, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. A decisão também menciona possíveis crimes de contratação direta ilegal, falsificação de documentos, falsidade ideológica, uso de documento falso, emprego irregular de verbas públicas e advocacia administrativa.






