Fintech investigada por desvio de milhões nega envolvimento e diz apenas fornecer tecnologia
- porRedação
- 07 de Julho / 2025
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| Créditos: Foto: Reprodução / Linkedin
A Soffy Soluções de Pagamentos, uma fintech investigada por suposto envolvimento no maior ataque hacker ao sistema financeiro brasileiro, negou qualquer participação no desvio de R$ 541 milhões do banco BMP. A empresa, que teve seu sócio, Stevan Paz Bastos, de 36 anos, ex-chef de cozinha e proprietário de uma distribuidora de bebidas em Campo Grande, mencionado na investigação, afirma atuar apenas como facilitadora tecnológica e não ter ingerência sobre as operações financeiras de seus clientes.
A fraude, ocorrida em 30 de junho, envolveu transferências via Pix. A Soffy recebeu 69 dessas transações, levantando a suspeita de que teria atuado para dispersar o dinheiro, parte convertido em criptomoedas.
Em nota, a fintech comparou sua função à de uma "maquininha de cartão de crédito", ressaltando que não possui controle sobre os produtos ou serviços oferecidos por seus parceiros. A Soffy esclareceu que a conta bancária que recebeu os valores desviados não pertence à empresa, sendo de um cliente parceiro que operava de forma autônoma.
A Soffy repudiou as acusações de ser uma "empresa de fachada", classificando-as como "infundadas". A empresa afirmou ter bloqueado a conta assim que soube do caso e notificado o parceiro. A fintech atribuiu o golpe a um ataque "Supply Chain", que comprometeu sistemas de terceiros, citando a prisão de um funcionário de TI da empresa C&M.
A Soffy Soluções de Pagamentos informou que está colaborando com o Banco Central, a Polícia Civil e a Polícia Federal, fornecendo todas as informações necessárias. A empresa defende que não pode ser responsabilizada pela má-fé de terceiros, citando decisões judiciais que isentaram intermediadoras de pagamento em casos semelhantes.






