Família de ex-governador pede liberação de bens bloqueados em operação anticorrupção

Rodrigo Souza e Silva e o pai, Reinaldo Azambuja | Créditos: Reprodução


A família do ex-governador Reinaldo Azambuja, denunciado na Operação Vostok por suspeita de receber propina da JBS, entrou com uma ação na Justiça para liberar bens que foram bloqueados. O pedido inclui R$ 277,5 milhões em nome da esposa e de dois filhos do ex-governador, além de R$ 370 mil em veículos pertencentes a ele e a outro filho.

O bloqueio dos bens foi determinado como forma de ressarcir possíveis prejuízos ao estado, causados por um esquema de incentivos fiscais em troca de propina. A defesa de Azambuja baseia o pedido em uma decisão judicial de abril de 2024, que já havia liberado os bens da esposa e dos dois filhos.

Essa decisão, no entanto, é contestada pelo Ministério Público Estadual, que alega que o ex-governador e seu filho não teriam legitimidade para entrar com a ação em nome de terceiros. Atualmente, o caso está com o juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande.

Em um desdobramento relacionado, a defesa de Reinaldo Azambuja recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que manteve o bloqueio dos R$ 277 milhões. O Ministério Público Federal (MPF) aponta que o ex-governador teria embolsado R$ 67,7 milhões ilícitos e liderado a organização criminosa. A ação contra Azambuja ainda não foi recebida pelo STJ, apesar de ter sido enviada à instância superior.

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